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Por que acordo com dor no maxilar? Conheça as possíveis causas e quando procurar um dentista

Foto do escritor: Digilab Radiologia
Digilab Radiologia
há 11 minutos
5 min de leitura

Acordar com dor no maxilar, sensação de cansaço na mandíbula ou dificuldade para abrir a boca pode ser um sinal de sobrecarga dos músculos da mastigação ou de alterações na articulação temporomandibular (ATM).


Em algumas pessoas, o desconforto desaparece após alguns minutos. Em outras, a dor persiste durante o dia, pode se estender para a cabeça e o pescoço ou dificultar atividades simples, como falar e mastigar.


Mas afinal, por que isso acontece? Será que a causa é sempre o bruxismo?


Neste artigo, você vai conhecer as principais causas da dor no maxilar ao acordar, os sinais que merecem atenção e a importância da avaliação odontológica para identificar a origem do problema.

1. Bruxismo do sono: uma das possíveis causas da dor ao acordar


O bruxismo é uma atividade dos músculos da mastigação que pode envolver apertar ou ranger os dentes. Ele pode ocorrer durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada, muitas vezes sem que ela perceba.


Durante a noite, essa atividade pode contribuir para a sobrecarga muscular e provocar desconforto na região da mandíbula ao despertar.


Além da dor no maxilar, alguns sinais associados ao bruxismo incluem:

  • Dor ou cansaço nos músculos da face ao acordar;

  • Dor de cabeça, especialmente na região das têmporas;

  • Sensibilidade dentária;

  • Desgaste, trincas ou fraturas dentárias;

  • Relato de ranger dos dentes durante o sono.


Entretanto, é importante destacar que nem todas as pessoas com bruxismo apresentam sintomas, e nem toda dor no maxilar é provocada por esse hábito.

A avaliação clínica é fundamental para diferenciar as possíveis causas e determinar a conduta mais adequada.




2. Disfunção temporomandibular (DTM)


A articulação temporomandibular conecta a mandíbula ao crânio e participa de funções essenciais, como falar, mastigar e bocejar.


As disfunções temporomandibulares, conhecidas como DTM, compreendem diferentes condições que afetam essa articulação, os músculos da mastigação ou os tecidos associados.


Quando existe uma alteração nessas estruturas, a pessoa pode apresentar:

  • Dor na mandíbula ou próxima aos ouvidos;

  • Sensação de rigidez ao acordar;

  • Dificuldade ou limitação para abrir a boca;

  • Dor ao mastigar;

  • Estalos dolorosos ou sensação de atrito na articulação;

  • Dor que se estende para a face, a cabeça ou o pescoço.


A DTM possui diferentes causas e apresentações clínicas. Por isso, o diagnóstico não deve ser estabelecido apenas pela presença de estalos ou dor.


Segundo o National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR), a investigação envolve a história clínica, a avaliação dos sintomas e o exame físico, com exames complementares quando indicados.




3. Tensão muscular e hábitos durante o dia


Nem sempre o desconforto começa durante o sono.


Apertar os dentes enquanto trabalha, dirige ou realiza tarefas que exigem concentração pode manter os músculos da mastigação sob tensão.


O estresse e fatores relacionados ao sono também podem contribuir para o surgimento ou a persistência de sintomas em algumas pessoas.


Entre os hábitos que merecem atenção estão:

  • Manter os dentes pressionados mesmo sem estar mastigando;

  • Mascar chiclete excessivamente;

  • Roer unhas ou morder objetos;

  • Contrair a mandíbula de maneira repetitiva.


Identificar esses comportamentos é parte importante da avaliação, pois o tratamento deve considerar os fatores que contribuem para a sobrecarga, e não apenas aliviar a dor momentaneamente.




4. Problemas dentários também podem provocar dor no maxilar


A dor nessa região não está necessariamente relacionada à ATM ou ao bruxismo.


Cáries profundas, inflamações da polpa dentária, infecções e problemas periodontais podem provocar dores que se irradiam para outras áreas da face.


Em alguns casos, a localização percebida pelo paciente não corresponde exatamente à origem do problema.


Por isso, diante de uma dor persistente, é importante avaliar tanto os dentes e os tecidos de suporte quanto os músculos e as articulações envolvidos na mastigação.




5. A posição de dormir pode influenciar?


A posição durante o sono pode contribuir para o desconforto em algumas pessoas, especialmente quando existe pressão prolongada sobre a região da mandíbula.


Entretanto, não é possível atribuir a dor exclusivamente à posição de dormir sem avaliar outros fatores.

Se você costuma acordar com dor de um lado do maxilar, observe se o desconforto se repete, se piora ao mastigar ou abrir a boca e se existem outros sintomas associados.


Essas informações podem ajudar o dentista a direcionar a investigação.




6. Como descobrir a verdadeira causa da dor?


O primeiro passo é uma avaliação odontológica detalhada.


O profissional poderá investigar quando a dor começou, sua intensidade, duração, localização e relação com os movimentos da mandíbula. Também poderá avaliar os dentes, os músculos da mastigação, a amplitude de abertura da boca e a articulação temporomandibular.

Os exames de imagem podem ser indicados quando existe uma necessidade clínica específica.

A escolha depende da hipótese diagnóstica e das estruturas que precisam ser avaliadas.


Qual é o papel dos exames de imagem na avaliação da ATM?

Os exames de imagem podem complementar o exame clínico, contribuindo para a investigação de alterações estruturais da articulação temporomandibular.


Entre os recursos disponíveis estão:

Tomografia computadorizada: permite avaliar estruturas ósseas, incluindo alterações ósseas da ATM, quando há indicação clínica.


Ressonância magnética: permite avaliar tecidos moles da articulação, incluindo o disco articular, sendo útil em determinadas suspeitas clínicas.

A escolha entre os métodos depende da pergunta diagnóstica. Nenhum exame deve ser solicitado automaticamente para toda pessoa com dor no maxilar.

Além disso, alterações observadas nas imagens precisam ser interpretadas em conjunto com os sintomas e os achados clínicos. A imagem, isoladamente, nem sempre explica a dor.




7. O que fazer quando você acorda com dor no maxilar?


Se o desconforto for leve e não houver sinais de alerta, algumas medidas conservadoras podem ajudar temporariamente:

  • Evite alimentos muito duros enquanto houver dor;

  • Reduza o consumo de chicletes;

  • Evite apertar os dentes conscientemente;

  • Não force a abertura da boca;

  • Observe quando a dor aparece e quais movimentos a intensificam.


Não utilize placas oclusais sem orientação profissional nem realize exercícios intensos ou manipulações da mandíbula por conta própria.


Se a dor se repetir, persistir ou interferir na mastigação, procure um dentista para avaliação individualizada.


Atenção: dor intensa ou progressiva acompanhada de inchaço facial, febre ou dificuldade para engolir exige atendimento urgente. Dificuldade para respirar ou engolir saliva é uma emergência. Dor no maxilar acompanhada de pressão no peito, falta de ar, suor frio ou mal-estar súbito também requer atendimento de emergência.




8. A dor no maxilar ao acordar tem tratamento?


Sim, muitas das condições que provocam dor no maxilar podem ser controladas, mas o tratamento depende da causa identificada.


Conforme o diagnóstico, o profissional poderá recomendar medidas de autocuidado, fisioterapia especializada, estratégias para controlar hábitos de apertamento, tratamento odontológico específico ou outras abordagens conservadoras.


Em casos selecionados, podem ser indicados dispositivos intraorais ou tratamentos direcionados às alterações identificadas.


Não existe uma única solução para todas as dores no maxilar. Por isso, procedimentos irreversíveis ou intervenções na mordida não devem ser realizados sem uma indicação clínica bem estabelecida.




Não ignore a dor que aparece todas as manhãs


Acordar com dor no maxilar pode estar relacionado ao bruxismo do sono, à disfunção temporomandibular, à tensão muscular ou a problemas dentários.


O mais importante é compreender que sintomas semelhantes podem ter origens diferentes. Identificar a causa permite direcionar o tratamento e evitar intervenções desnecessárias.


Na Digilab Radiologia Odontológica, os exames de imagem são realizados conforme a indicação clínica, auxiliando os cirurgiões-dentistas na investigação de alterações que exigem avaliação por imagem.


Precisa de um exame para complementar a investigação da ATM?

Converse com seu dentista sobre a indicação do exame mais adequado para o seu caso.


Digilab Radiologia Odontológica — diagnóstico preciso, cuidado que transforma sorrisos.

Unidade Hauer: (41) 3278-2872

Unidade Batel: (41) 3244-1646



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